sábado, 2 de junho de 2007

Textos para avaliação, Seminário dia 14/06/2007

http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/remix.pdf (Daniela)

INFINITAMENTE ALÉM DO CIDADÃO KANE (Taty)

Representantes da empresa Google estiveram no FISL. Estavam atrás de bons programadores - os melhores, aliás - para contratá-los. O Google tenta (e por enquanto consegue) ficar um passo adiante do mercado. Por isso o interesse pelo software livre - trata-se de uma opção exclusivamente econômica para as grandes empresas, não ideológica.
Enfim: o Google tem o poder de saber mais sobre a vida de cada cyber-indivíduo do que qualquer outra empresa ou Estado. Imagine: você escreve seus documentos no Google Docs. Publica no Blogger. Conversa pelo GTalk. Mantém dados pessoais no Orkut. Faz buscas pelo Google. Assiste ao YouTube. As buscas, aliás, geram bancos de dados que o Google já comercializa. Há um serviço de venda que faz o seguinte: você quer começar a vender bacalhau na América Latina, ou no Brasil. Eles te entregam um mapeamento das cidades com maior índice de busca por palavras relacionadas. Bacalhau, bacalhoada, etc. Então você tem as cinco cidades da região onde mais pessoas falam sobre o assunto. Inclusive, eles dão uma amostra do que são capazes com o Google Zeitgeist.
Mais: ao clicar em “eu concordo” no GTalk - ou no Messenger, todos fazem isso -, todo o conteúdo escrito ali ou que circula por ali (quando você envia um arquivo) pode ser utilizado por eles. Não há segurança ou privacidade alguma. Com alguns filtros automáticos, eles são capazes de detectar uma pessoa - ou um negócio lucrativo - pelo tipo de palavras que ela usa numa conversa. Esse é um poder que qualquer Estado certamente gostaria de ter. Há algum tempo, encontrei uma lista de palavras que estavam nos filtros do projeto de varredura de e-mails do governo norte-americano, o Echelon. Incluía nomes de produtos químicos usados em armas biológicas, terrorismo, nomes de algumas pessoas que nunca ouvimos falar, essas coisas. Quando um certo número dessas palavras era encontrado numa mesma mensagem, a comunicação era enviada para um segundo filtro.
Uma dúvida que pairava no ar em muitas conversas do FISL era: “ok, já sei como fugir da Microsoft. Mas como fugir do Google?”
April 19, 2007 | Filed Under A REDE


PROJETO DE LEI ESTENDE PRIVILÉGIOS DE JORNALISTAS A BLOGGERS (Taty)

Uma proposta de lei, em tramitação no Congresso norte-americano, estende a bloggers envolvidos em "apuração jornalística" os privilégios de manutenção de confidencialidade de fontes, vigentes para jornalistas , editores e publishers, ligados a empresas de comunicação.
O deputado republicano Rick Boucher, um dos proponentes do projeto, explicou que a nova lei não pretende estender tais privilégios a todo e qualquer cidadão, mas apenas àqueles engajados em "atividades jornalísticas", mesmo que não vinculados a uma empresa de comunicação.
A proposta de legislação define jornalismo como a atividade de "coligir, preparar, coletar, fotografar, gravar, escrever, editar, reportar ou publicar notícias ou informação que digam respeito a eventos locais, nacionais ou internacionais ou outros assuntos de interesse público para disseminação para o público" ( "... gathering, preparing, collecting, photographing, recording, writing, editing, reporting or publishing of news or information that concerns local, national or international events or other matters of public interest for dissemination to the public." ).
O projeto não exige que a pessoa seja jornalista profissional. Perguntado como seria possível fazer uma distinção clara para o enquadramento de casos particulares na nova legislação, Boucher afirmou que, em última instância, isso seria uma questão para a Justiça decidir.
Bob Cox, presidente da Media Bloggers Association, disse que seu grupo apoia a definição proposta no projeto, uma vez que ela reflete uma maneira mais sensata de definir jornalista: baseando-se na função de uma pessoa e não em seu vínculo a uma determinada entidade midiática. Mas ele também concorda que abusos poderiam ocorrer, se a lei for aprovada.
Leia matéria e comentário na c/Net News e acesse a íntegra do projeto norte-americano.
marcos palacios
Marcadores: Blogs, lei, profissão jornalismo


“BOM TEXTO NÃO SERVE MAIS” (Taty)

“Os jornalistas têm de aceitar a idéia que a comunicação visual se tornou fundamental”, diz o designer infográfico da Folha de S. Paulo, Mário Kanno. Por isso, afirma, devem trabalhar junto aos diagramadores, fotógrafos e infografistas pensando que o resultado final, a página, é o mais importante.
“Nos dias de hoje, apenas um bom texto não é o suficiente.” Kanno e a diretora de infografia de O Estado de S. Paulo, Beth Silva, estarão na palestra Iconografia na Reportagem, Kanno e Beth falarão aos participantes sobre as “iscas visuais” que criam diariamente para atrair os leitores. Explicarão como os recursos visuais funcionam como ferramentas para despertar interesse nos leitores e facilitar a compreensão do assunto em pauta. “Além disso, a concorrência com outras mídias faz com que sejam necessários mais recursos visuais para servir de entrada para o leitor. Assim, infografia, foto, ilustração e outros recursos de diagramação são necessários para tornar a leitura mais dinâmica e agradável”, diz Kanno.”
O designer destaca que as informações de texto e arte devem ser complementares e não redundantes. Para isso, repórter e infografista devem conversar e decidir juntos o que mostrar na arte. Além disso, o infografista, que, segundo ele, é um “repórter visual”, não deve ficar apenas esperando as informações trazidas da rua.
“Ele tem de pensar como um repórter e agir como um repórter ajudando na apuração e buscando recursos e referências visuais que levem a um resultado mais interessante, mais eficiente. Sempre que possível, deve ir ao local da notícia e colher ele mesmo as informações.”
Tirei daqui (Abraji)
May 8, 2007 | Filed Under JORNALISMO

BLOG PUBLICA NOTÍCIA FALSA, AÇÕES DA APPLE CAEM US$ 4 BI (Lucas)
Por Daniel Bramatti

Um blog com alta credibilidade. Uma informação falsa sobre um dos produtos mais esperados do ano. Um intervalo de seis minutos. Foi o que bastou para provocar uma queda de nada menos que US$ 4 bilhões nas ações da Apple, a fabricante dos Ipods, dos computadores Macintosh e dos ainda não lançados Iphones.

Os US$ 4 bilhões que "evaporaram" em apenas seis minutos equivalem, por exemplo, ao preço de mercado do Pão de Açúcar, uma das principais redes de supermercados do Brasil. As ações se recuperaram em pouco tempo, mas o estrago deixou milhares de investidores no prejuízo - e outros milhares, que compraram os papéis no momento da baixa, rindo à toa com o ganho fácil e inesperado.
Tudo começou quando o blog Engadget, especializado em produtos de alta tecnologia, anunciou que funcionários da Apple haviam recebido um e-mail da empresa anunciado que o lançamento do celular Iphone havia sido adiado de junho para outubro. O texto também informava sobre o adiamento do "Leopard", codinome do novo sistema operacional dos chamados "Macs".
Ao receber o e-mail, repassado por uma fonte da própria Apple, o blog procurou a empresa, mas não esperou a manifestação dela para publicar a novidade. E assim o boato ganhou ares de notícia, provocando uma enorme onda vendedora no Nasdaq, a Bolsa de alta tecnologia sediada em Nova York.
O e-mail, soube-se depois, não era da Apple, apesar de imitar o padrão das comunicações internas da empresa. E o adiamento dos produtos, segundo a companhia, está fora de cogitação.
"Ouro"
Até agora não se sabe quem foi o autor da mensagem - recebida por centenas de funcionários da Apple -, nem se sua intenção era derrubar as ações da empresa para poder comprá-las por um preço mais baixo. Se isso aconteceu, não se trata apenas de um trote, mas de um crime.
Com a credibilidade mais do que arranhada, o blog Engadget publicou uma nota de esclarecimento sobre a confusão. O autor do texto, Ryan Blocks, afirma que recebeu o e-mail de uma fonte confiável, que trabalha na Apple, e que tudo indicava se tratar de um comunicado autêntico. "Para um repórter, esse tipo de coisa - um memorando interno para os empregados de uma empresa - é ouro", afirmou, ao tentar justificar o triunfo do entusiasmo sobre a cautela.
"Aprendemos uma lição muito séria ontem", concluiu o precipitado jornalista: "Vamos trabalhar duro para reconquistar a confiança que perdemos e fazer o melhor para ser o sempre nos esforçamos para ser - uma fonte confiável sobre as novidades no mundo dos aparelhos eletrônicos e da tecnologia."


A INCRÍVEL INTERNET QUE CRESCEU, MAS ENCOLHEU (Lucas)

Duas notícias divulgadas nesta semana revelam fenômenos contraditórios na internet. A boa nova, na linha da democratização da mídia, é que o número de websites dobrou na nos últimos dois anos. Em contrapartida, os grandes sites - como o Google, a Wikipédia ou o MySpace - concentram cada vez mais audiência.

Neste mês de maio, segundo pesquisa realizada pela companhia de serviços de internet Netcraft, os sites já são 118 milhões - muito além dos 60 milhões de fevereiro de 2005. Depois de um período de estagnação no último trimestre daquele ano, o crescimento da rede parece ter sido retomado com fôlego.
Apenas em 2007, cerca de 12,8 milhões de sites já foram adicionados ao ciberespaço. Só entre abril e maio, houve 4,4 milhões de páginas novas. Cerca de um a cada quatro novos sites é de blog, sobretudo em grandes servidores - como Blogger e MSN.
Os números oficiais
Se levarmos em conta os endereços devidamente registrados, o número de sites aumentou 75%, de 2001 a 2006 - passando de 2,9 milhões para 5,1 milhões. Mas o escritor de tecnologia Nicholas Carr, em artigo para o jornal The Guardian, lamenta que a explosão de sites não tenha mudado, proporcionalmente, a tendência ao oligopólio (concentração de poder nas mãos de poucas empresas).
"Procure no Google.com sobre evolução ou Iraque ou aids ou Gordon Brown, e o mesmo site aparecerá no alto da lista de resultado: Wikipédia", escreve Carr. "Mude sua busca para John Keats ou Muhammad Ali ou cristandade ou ornitorrinco ou solidão, e a mesma coisa acontece. Oceano Pacífico? Wikipédia. Catarina de Médici? Wikipédia. Cérebro humano? Wikipédia."
No fim de 2001, os dez sites mais visitados respondiam por 31% de todas as páginas vistas da internet. No ano passado, a participação subiu para 40%. Carr aponta o Google como um exemplo do encolhimento da internet e também como uma das causas. O mecanismo de buscas põe nos primeiros lugares de seus resultados os sites mais populares e, dessa forma, transforma a web num "gigantesco ciclo de retroalimentaçã o".
Blogs
O porta-voz da Netcraft, Paul Mutton, disse que os blogs são o fator que mais aparece quando se observam os números de crescimento da internet. "As pessoas se sentem mais poderosas ao criar sites e postar notícias, postar suas impressões sobre o mundo na internet", afirmou.
Baseados nos números da Netcraft, analistas independentes já estimam o número de webpages - cada website pode conter centenas ou milhares de webpages - em mais de 30 bilhões. O ritmo de crescimento da rede mundial neste ano está seguindo o passo de 2006, quando "nasceram" 30 milhões de sites.
Parte se refere a domínios registrados por pessoas que planejam vendê-los mais tarde. Alguns, encalhados, acabam desaparecendo. "Há muito sobe-e-desce nos números da internet", aponta Paul Mutton. "Mas, à medida que o registro de domínios se torna mais barato - e o acesso à tecnologia, mais fácil -, é razoável pensar que o número de sites continuará crescendo."

ALUNOS CRIAM CELULARES "SENSUAIS E ÍNTIMOS" CELULAR E WIRELESS (Vania)

Celular em forma de colar, o Aware provoca arrepios na nuca quando toca

UE encoraja uso de celular para denunciar crimes» Primeiro celular brasileiro é lançado em SP» Nokia lança celular com corpo de vidro e aço» Protestos via celular suspendem construção de fábrica na China

Estudantes da Universidade de Dundee, no Reino Unido, criaram seis modelos de telefones celulares baseados no conceito de "intimidade e sensualidade". Alunos do segundo ano do curso de Artes, Ciência e Engenharia foram responsáveis pelo projeto. As peças estão em exposição na universidade escocesa, de acordo com a BBC. » Veja fotos dos aparelhos » Garoto de 15 anos faz design de celular » Celular conceitual é de borracha » Celulares mais bonitos do mundo O Aware, um dos aparelhos da mostra, tem a forma de um colar. Pendurado ao pescoço, quando toca ele envia um sinal que provoca um arrepio na nuca que desce pelas costas do usuário. Já o Boom Tube permite que as pessoas componham músicas em conjunto. "A mostra apresenta um telefone para cada tipo de pessoa", disse Sarah McMichael, uma das alunas do projeto.

CELULAR A ENERGIA SOLAR (Vania)
Tela de LCD será capaz de captar energia solar

UE encoraja uso de celular para denunciar crimes» Primeiro celular brasileiro é lançado em SP» Nokia lança celular com corpo de vidro e aço» Protestos via celular suspendem construção de fábrica na China

A Motorola registrou a patente de uma nova tecnologia que poderia utilizar energia solar para abastecer a bateria de um telefone celular com ajuda de uma versão modificada de visor de cristal líquido. » Jaqueta solar recarrega celular e outros aparelhos » Tocador de MP3 recarrega com energia solar » Celulares poderão capturar cheiro e usar energia solar » Conheça o Terra Celular Segundo o site InformationWeek, embora a idéia não seja nova, a Motorola afirma que resolveu o problema que impedia que uma quantidade suficiente de luz pudesse ser captada para efetivamente carregar o dispositivo. Através de uma modificação no tipo de cristal líquido utilizado no visor LCD de um aparelho, a empresa acredita que seria capaz de captar 75% ou mais da luz incidente no aparelho. A composição utilizada nos visores atuais possui um refletor metálico responsável pela iluminação da tela, mas que diminui a capacidade de captação de luz para menos de 6%. Outras soluções para o problema já haviam sido patenteadas anteriormente, mas a alternativa da Motorola é anunciada como mais aceitável do ponto de vista comercial. O objetivo final da companhia seria desenvolver um dispositivo que pudesse se manter carregado indefinidamente, sem a necessidade de usar carregadores nem plugá-los em uma tomada elétrica. A patente da Motorola também aborda brevemente como baterias solares poderiam ser adicionadas a visores OLED e telas sensíveis ao toque, noticiou o site ComputerWorld.

http://www.razonypalabra.org.mx/anteriores/n41/alemos.html (Sheiliane)

Os alunos que não compareceram à aula de hoje (02/06/07), devem pesquisar outros textos sobre o assunto para serem apresentados no dia 14/06/07.

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